LUSOFONIA é uma plataforma de apoio pedagógico ao estudo da língua portuguesa.

 

Aqui o lusófilo pode aceder a uma série de bancos de dados úteis para ensinar e aprender as nuanças linguísticas e a variedade cultural e literária da geografia do português.

 

1.ª edição: http://lusofonia.com.sapo.pt, 2007-2015.
2ª edição: http://lusofonia.x10.mx, 2016.

José Carreiro | aguiarcarreiro@gmail.com

 
FOLHA DE POESIA
 

 
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As tormentas

 

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Videopoesia-pt.blogspot.pt - uma seleção de poesia em língua portuguesa
 

21st century portuguese poetry translated into english

 

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Professores de artes cénicas (Facebook)

 

 

 

 

Censura durante o Estado Novo em Portugal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
MEMORIAL DO CONVENTO:

    
► texto completo
    
► resumo e análise da obra
    
adaptação para ópera - BLIMUNDA

 

 

 

 

 

 

 

Mau Tempo no Canal (vídeos)


MAU TEMPO NO CANAL:

► texto completo
► análise da obra

► série baseada no romance de Vitorino Nemésio e realizada por José Medeiros para a RTP/Açores

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Casa da Leitura, nos seus distintos níveis de leitura, oferece a recensão de mais de 1000 títulos de literatura para a infância e juventude e desenvolve temas, biografias e bibliografias. Tudo dirigido a pais, educadores, professores, bibliotecários...

 

 

 


Arquivo Digital da
Academia Galega da Língua Portuguesa


LITERATURAS E ORATURAS
 


EUROPA: GALIZA E PORTUGAL (CONTINENTAL E ILHAS)
 

Literatura portuguesa

Literatura açoriana

Literatura madeirense

Literatura galega

 


AMÉRICAS: BRASIL, CANADÁ E E.U.A
 

Literatura brasileira

Literatura portuguesa na diáspora

 

ÁFRICA: PLATAFORMA CONTINENTAL E ILHAS
 

Literaturas africanas de língua portuguesa

Literatura angolana

Literatura moçambicana

Literatura guineense

Literatura cabo-verdiana

Literatura santomense

 

ÁSIA: TIMOR E MACAU
 

Literatura timorense

Literatura macaense

 

LITERATURA POPULAR
 

Literatura oral tradicional (oratura)

 


ENSINO/APRENDIZAGEM
 


LITERATURAS DE LÍNGUA PORTUGUESA

Programa do 12.º ano de escolaridade

Organização do programa, seleção de textos, apresentação crítica e sugestões para análise literária

Aulas de literatura portuguesa e brasileira

 

LITERATURA PORTUGUESA

Programa do ensino secundário

► Exames nacionais, IAVE:

   Decreto-Lei n.º 74/2004

   Decreto-Lei n.º 139/2012

 

CLÁSSICOS DA LITERATURA

Programa do 12.º ano de escolaridade

 

PORTUGUÊS DO ENSINO BÁSICO

Programa homologado em 2009 e revogado em 2015-09-01
Metas curriculares de Português, 2012-08
Programa + Metas curriculares de Português, 2015-05
Materiais de apoio, guiões de implementação do programa de Português do ensino básico
Provas nacionais do ensino básico, IAVE

 

PORTUGUÊS DO ENSINO SECUNDÁRIO (10º, 11º e 12º anos)

Programa e metas curriculares de Português, 2014-01 (atualizado)

Programa adaptado para alunos com deficiência auditiva de grau severo ou profundo, 2006-11

Programa língua segunda (L2) para alunos surdos (ensinos básico e secundário), 2011-02-15

 

Exames nacionais, IAVE:

Decreto-Lei n.º 286/89: Português A 138 ; Português B 139; Português B 239

Decreto-Lei n.º 139/2012: Português 639; Português 239

 

Recursos:

Materiais de apoio, 12º Ano

Análise de textos da literatura portuguesa

Exploração didática de ficção portuguesa

Testes de português

Em discurso direto (audição de aulas virtuais de literatura portuguesa)

edusurfa.pt

Resumos.net

 

EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS

Programa de Português do ensino secundário recorrente, 2005-07-18

 

Reconhecimento, validação e certificação de competências (RVCC):

Referencial de competências-chave para a educação e formação de adultos - nível básico

Referencial de competências-chave para a educação e formação de adultos - nível secundário

Referencial de competências-chave para a educação e formação de adultos - nível secundário, guia de operacionalização

Guia de integração das competências de Cultura, Língua e Comunicação (CLC) na autobiografia
 

Cursos de educação e formação de adultos:

Unidades de competência da formação de base do:

 Ensino básico

 Ensino secundário

 
O Português para falantes de outras línguas: o utilizador independente no país de acolhimento
Portaria 1262/2009, de 15 de outubro
Referencial

Unidades de formação de curta duração

 

PORTUGUÊS - LÍNGUA NÃO MATERNA (PLNM)

Documento curricular de referência do ensino regular:

Orientações programáticas de PLNM

Testes de diagnóstico do 3.º ciclo para alunos de PLNM em grupos de nível:

Introdução geral

Testes de diagnóstico - 3.º ciclo do ensino básico e secundário

Quadro europeu comum de referência para as línguas

Portefólio europeu de línguas para o ensino secundário

 

Recursos:

Portal das escolas recursos educativos digitais de PLNM

Fichas de exercícios

Guiões de aula

Antologia

 

Exames nacionais de PLNM:

Nível de iniciação (A2)
Nível intermédio (B1)

 

ENSINO DO PORTUGUÊS NO ESTRANGEIRO

Quadro de referência para o ensino português no estrangeiro (QuaREPE):
QuaREPE - Documento orientador, 2011
QuaREPE - Tarefas, atividades, exercícios
e recursos para a avaliação, 2011

Programa: A1 | A2 | B1 | B2 | C1

 

PROVA DO CONHECIMENTO DA LÍNGUA PORTUGUESA

Portaria n.º 176/2014. D.R. n.º 175, Série I de 2014-09-11
Regulamenta diversos aspetos relativos à realização da prova do conhecimento da língua portuguesa e revoga a Portaria n.º 1403-A/2006, de 15 de dezembro.

 

ATIVIDADES DA LÍNGUA E DA LITERATURA GALEGAS

 


LÍNGUA PORTUGUESA
 

Lince - conversor para a nova ortografia (ILTEC)

 

História da língua portuguesa
 

Unidade e diversidade da língua portuguesa
 

A língua da Galiza
 

Ciberdúvidas da língua portuguesa
 

Dicionário terminológico
 

Gramática (pt)
 

Português esquematizado (br)
 

Conjugador de verbos
 

Dicionário Priberam da língua portuguesa
 

WebJspell - analisador morfológico, corretor ortográfico, verificar páginas web

 

Conversor de grafemas para fonemas (português europeu)

 

Dicionário Houaiss da língua portuguesa (br)
 

Dicionário Michaelis (br)
 

Dicionário de provérbios
 

Dicionário de regionalismos e arcaísmos, J. Leite Vasconcelos
 

Dicionário de rimas
 

Dicionário de expressões latinas
 

E-Dicionário de termos literários
 

Dicionário crítico de análise junguiana
 

Dicionário informal
 

Dicionário aberto de calão e expressões idiomáticas
 

Figuras de estilo
 

Código de redação interinstitucional da União Europeia
 

Portal da língua portuguesa (ILTEC)
 

Portal linguístico e dicionários  
(bab.la - loving languages)

 

Manual de redação (br)
 

Livro de estilo do jornal Público

 

Aulas de língua portuguesa para estrangeiros

 

     

 

  lusofonia
      plataforma de apoio ao estudo da língua portuguesa no mundo

 

Luís de Camões

Fernando Pessoa

Mia Couto

Miguel Torga

Jose Afonso (PORTUGAL)

Sophia de Mello Breyner Andresen

Jorge Amado

Eduardo White

Luandino Vieira

José Craveirinha

Pepetela

Guimarães Rosa

Jose Saramago

Alda Lara

Eugénio de Andrade

Baltazar Lopes

Hélder Proença

Cesário Verde

Germano Almeida

Francisco José Tenreiro

Herberto Helder (PORTUGAL)

Antero de Quental

Bocage

Almeida Garrett

Gonçalves Dias

                                                          

português correto


O Alfabeto
 

 

Passa a ser constituído por 26 letras, pois inclui o k K, o w W e o y Y, que se usam fundamentalmente:

 

nos antropónimos (nomes próprios de pessoas) e nos topónimos (nomes próprios de lugares) de origem estrangeira e seus derivados: Kant, Wagner, taylorista, kuwaitiano

 

nas siglas, símbolos e unidades de medida internacionais: WWW (World Wide Web), Kg (quilograma), W (Watt)

 

nas palavras de origem estrangeira de uso corrente, como, por exemplo, nomes de desportos: karaté, windsurf, yoga

 

 


Uso de maiúsculas e minúsculas
 

 

Passam a escrever-se com minúscula os nomes dos meses e das estações do ano, dos pontos cardeais e colaterais.

Mas
: mantém-se a maiúscula nas abreviaturas e quando estas designações se referem a regiões (N, S, E, O, NE...): Gosto das paisagens do Norte do país.

 

Escrevem-se com maiúscula ou minúscula:

 

títulos de livros, exceto o primeiro elemento e os nomes próprios que se escrevem com maiúscula inicial: A Cidade e as Serras ou A cidade e as serras

 

formas de tratamento: Senhor Doutor ou senhor doutor

 

 nomes sagrados: santa Rita ou Santa Rita

 

 nomes de ruas, lugares públicos, monumentos, templos: Praça da Liberdade ou praça da Liberdade; Museu Soares dos Reis ou museu Soares dos Reis

 

nomes de disciplinas, cursos ou domínios do saber: Matemática ou matemática; Engenharia Mecânica ou engenharia mecânica

 

 
Acentos gráficos
 

 

Perdem o acento gráfico as seguintes palavras graves:

 

formas verbais terminadas em eem: creem, deem, leem, releem, veem...

 

formas verbais, com acento no u, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir: arguis, argui, arguem; redarguis, redargui, redarguem

com ditongo oi: asteroide, heroico, joia, jiboia, boia...

 

as homógrafas de palavras com vogal tónica aberta ou fechada: para (verbo parar) que fica igual a para (preposição); pelo (verbo pelar) e pelo (nome) que ficam iguais a pelo (contração de por + o)

 

Mas: mantém-se o acento circunflexo em pôde (que se distingue de pode) e em pôr (que se distinguir da preposição por).
 

Pode ou não assinalar-se com acento gráfico:

 

a 1.a pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo dos verbos da primeira conjugação: paramos ou parámos, amamos ou amámos

 

a 1.a pessoa do plural do presente do conjuntivo do verbo dar: dêmos ou demos

 

nome feminino que significa "molde" ou "recipiente": forma / fôrma

 

formas de verbos terminados em -guar, -quar e -quir: averigue/ averígue

 

 

 


Sequências consonânticas
 

 

Nas sequências consonânticas cc, cç, ct, pc, pç, pt:

 

conservam-se as consoantes nos casos em que ambas se pronunciam: ficção, facto, opcional...

 

suprime-se a primeira consoante quando não se pronuncia: selecionar, ação, coleção, direção, atriz, acionar, lecionar, reacionário, coletivo, dialeto, eletricidade, dececionar, excecional, rececionista, adoção, exceção, perceção, ótimo, perentório...

 

aceita-se a dupla grafia nos casos em que, na norma culta do português padrão, ora se articula ora se omite a pronúncia da consoante: perfeccionismo ou perfecionismo, característica ou caraterística, interruptor ou interrutor, carácter ou caráter, expectativa ou expetativa, infeccionar ou infecionar, interruptor ou interrutor, interseão ou interseção, sector ou setor...

 

 

 

 
Uso do hífen
 

 

Elimina-se o hífen:

 

nas formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver: hei de, hás de, há de, hão de

 

nas palavras formadas com prefixos terminados em vogal e com o segundo elemento começado por r ou s (passando a grafar-se rr e ss, respetivamente): antirreflexo, autorrádio, antirrugas, contrassenso, semirreta, minissaia, suprassumo, ultrassom...

 

nas palavras formadas com prefixos terminados em vogal e com o segundo elemento começado por vogal diferente: autoavaliação, autoestrada, agroalimentar, infraestrutura, intrsseo...

 

nas palavras compostas em que se perdeu a noção de composição: paraquedas, mandachuva...

 

nas palavras com o prefixo co-, mesmo quando o segundo elemento começa por o: coautor, coocorrência, copiloto...

 

nas locuções de uso geral: fim de semana, caminho de ferro, casa de banho...
 

Utiliza-se o hífen:

 

em palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas: couve-flor, feijão-verde, ervilha-de-cheiro, formiga-branca, pica-pau, estrela-do-mar...

 

em compostos morfossintáticos que não contêm formas de ligação e cujos constituintes mantêm acento próprio: guarda-sol, médico-cirurgião, arco-íris, decreto-lei...

 

em palavras derivadas ou em compostos morfológicos em que o segundo elemento começa por h: anti-herói, pré-história, co-herdeiro, super-homem, sub-hepático, pan-helénico...

 

em palavras formadas com os prefixos circum- e pan-, quando o segundo elemento começa por vogal, h, m ou n: circum-escolar, circum-murado, circum-nanegação, pan-africano, pan-helenista, pan-islamismo...

 

em palavras formadas com prefixos terminados em vogal e com o segundo elemento iniciado pela mesma vogal: anti-imperialista, anti-infecioso, micro-ondas, auto-observação, contra-atacar...

 

em palavras formadas com prefixos terminados em consoante e com o segundo elemento iniciado pela mesma consoante: super-resistente, hiper-realista, inter-relação...

Mas
: quando o segundo elemento começa por uma consoante diferente ou por uma vogal, não se usa hífen: supermercado, hipersensível, superirritante...

 

em palavras com os prefixos acentuados graficamente, como pós-, pré- e pró-: pós-graduação, pós-doutoramento, pré-escolar, pré-fabricado, pró-ativo...

 

em palavras com os prefixos ex- (com o sentido de "estado anterior" ou "cessamento") e vice-: ex-combatente, vice-presidente...

 

 

 
Translineação
 

 

A translineação segue, de modo geral, a divisão silábica das palavras, isto é, a sua soletração.

 

Quando o hífen de uma palavra coincide com o fim da linha, é obrigatório repeti-lo na linha seguinte.

 

       Fui com a minha irmã ao mercado e comprámos couve-
-
flor, cenoura, tomate e grão-
-
de-bico.

 

Nota: a repetição do hífen na linha seguinte era já prática corrente, mas não era obrigatória.

 

O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP) permite a consulta de acordo com a norma do português europeu ou de acordo com a do português do Brasil, com ou sem as alterações gráficas previstas pelo Acordo Ortográfico de 1990.

 

 

 




 

  DICIONÁRIO TERMINOLÓGICO - PRINCIPAIS ALTERAÇÕES


 

 

 

 

 

Da Nomenclatura Gramatical Portuguesa ao Dicionário Terminológico

 

A Nomenclatura Gramatical Portuguesa (NGP) foi publicada em 1967 e revogada em 2004 com a publicação da Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (TLEBS).

 

Ambas surgem como uma lista de termos a utilizar em contextos de ensino, de acordo com as orientações curriculares. Antes, como agora, uma lista de termos não é, por si só, ensinável, cabendo aos programas a definição clara dos conteúdos a trabalhar e/ou das competências a desenvolver.

 

As conclusões da experiência pedagógica da TLEBS e os pareceres de especialistas motivaram a sua suspensão e consequente revisão, que se veio a concretizar no Dicionário Terminológico (DT), disponível em http://dt.dge.mec.pt/, instrumento a usar por professores dos ensinos básico e secundário, «com uma função reguladora de termos e conceitos sobre funcionamento da língua de forma a acabar com a deriva terminológica» (RELATÓRIO ‑ Terminologia linguística: revisão e consulta pública, in http://www.dgidc.min-edu.pt/linguaportuguesa/Paginas/RELATORIOTLEBS.aspx).

 

O Dicionário Terminológico, resultante da revisão da TLEBS, por um lado, eliminou termos redundantes, inadequados ou pouco relevantes; por outro lado, acrescentou termos nos domínios da análise do discurso e da retórica.

 

   

 

Tipologia das alterações

 

Podemos verificar quatro tipologias de alterações:

 

Os termos mudam e/ou estabilizam-se, mas os conceitos mantêm-se: por exemplo, nome e substantivo são sinónimos, mas o Dicionário Terminológico fixa o termo nome;

 

os termos mantêm-se, mas o conceito muda: por exemplo, o predicativo do sujeito continua a chamar-se predicativo do sujeito, mas a sua definição inclui constituintes que a tradição gramatical considerava complementos circunstanciais, como na frase: A Maria está em Lisboa;

o Dicionário Terminológico apresenta novos termos que não faziam parte dos programas, nem da tradição gramatical, sobretudo nas áreas da semântica, da semântica lexical e da análise do discurso, retórica, pragmática e linguística lexical;

 

mudam os termos e os conceitos: por exemplo, o numeral ordinal dá lugar ao adjetivo numeral, por se considerar que possui características dessa classe de palavras.

   

Ana Santiago e Sofia Paixão (in P7, Lisboa, Texto Editores, 2011) apresentam e exemplificam as principais diferenças entre a tradição gramatical e o Dicionário Terminológico. São abordadas algumas áreas que sofreram alterações e apresentados novos termos e conceitos linguísticos que não faziam parte da tradição gramatical.  >> DICIONÁRIO TERMINOLÓGICO – PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

 

 

 

 


 

 

 

Resumo de Os Maias, por Ricardo Araújo Pereira:

Era uma vez um gajo chamado Carlos, que vivia numa casa tão grande que levava p’raí umas vinte páginas a dizer como é que era. Quem gosta de imobiliário, tem aqui um petisco, porque aquilo tem assoalhadas grandes e boas e, pronto, mas p’ra mim não serve, que eu imóveis só com a fotografia, que às vezes um gajo é artista a escrever e depois uma pessoa vai a ver a casa e não tem nada a ver com o que imaginou.

Portanto, o gajo chama­se Carlos e o pai matou­se quando ele era pequeno, porque a mulher fugiu com um italiano e levou a filha que eles também tinham e… e ele matou­se, não faz sentido, porque o que não falta p’raí são gajas. Ora o puto fica com o avô e tal, vai crescendo e torna­se um gajo fino, bem vestido e que vai a boas festas.

Às tantas vê uma gaja e pensa: “Ui, que gaja tão boa!” e p’raí na página 400 começam a ir para a cama os dois e andam aí umas boas 200 páginas, pim, pim, troca e vira e agora nesta casa e agora naquela e pumba e… só que às tantas vem um gajo e diz: “­Eh pá, olha que a moça é tua irmã!” e o Carlos fica “eh pá, isso não pode ser, que nojo!” de maneiras que dá­lhe só mais duas ou três trolitadas e vai dar uma volta ao mundo, para espairecer, e acaba tudo em bem porque, ao menos, não tiveram filhos. Porque se tivessem eram, de certeza, meio tantans, babavam­se, como o meu primo Zé Luís, que os pais também eram parentes.

Ensinamentos da obra, segundo o senhor Américo:

Tu nunca sabes o que é que os teus pais andaram a fazer, porque eles, em princípio, nasceram primeiro do que tu, de maneiras que, quando conheces uma gaja o melhor é dizer: “Oh menina, o seu passaporte se faz favor, nunca fiando, que eu gosto de fazer tudo certinho!”

Outra coisa que o Eça de Queirós ensina é que às vezes mais vale um gajo ser cão, porque eu tive um cão, que era o Patusco e o gajo não respeitava nada, nem ninguém, era irmãs, era a mãe, era tudo a eito e não era nada com ele.

Ouvir: Mixórdia de temáticas - com o Sr. Américo, Rádio Comercial.

 


 

PORTUGUES PARA TODOS photo portuguesparatodos_zps2641ca17.gif

 

            PORTUGAL ACOLHE    Referencial de Língua Portuguesa e Cidadania

 

 

Programa Português para Todos 

 

Objetivos:

O Programa Português para Todos (PPT) visa facultar à população imigrante, residente em Portugal, que comprove não possuir nacionalidade portuguesa e que apresente uma situação, devidamente, regularizada de estadia, permanência ou residência, o acesso a um conjunto de conhecimentos indispensáveis a uma inserção de pleno direito na sociedade portuguesa, promovendo a capacidade de expressão e compreensão da língua portuguesa e o conhecimento dos direitos básicos de cidadania, entendidos como componentes essenciais de um adequado processo de integração, através de um conjunto de ações de formação em língua portuguesa.

 

Destinatários:

Consideram-se destinatários das ações de formação a desenvolver no âmbito deste Programa, os cidadãos imigrantes adultos, com idade igual ou superior a 18 anos, ativos empregados ou desempregados e com situação regularizada em Portugal.

 

Certificação:

Certificado de Utilizador Elementar de Português Língua Estrangeira (obtido na sequência da conclusão com aproveitamento do percurso formativo A). Este Certificado garante a dispensa da realização da prova de nacionalidade.

Certificado de Português para Fins Específicos (obtido na sequência da conclusão de um percurso de Português Técnico).

 

IMIGRANTES ACORES photo ImigrantesAcores_zpsfde341dc.jpg

 

                     


 

 

Novo Acordo Ortográfico

 

 

 O texto do Novo Acordo Ortográfico de 1990

Lince - conversor para a nova ortografia (ILTEC)

Breve notícia histórica; atualidade e pertinência do Novo Acordo, caraterísticas gerais do Novo Acordo.

Acordo Ortográfico de 1990 (Wikipédia)


A polémica (Ciberdúvidas da língua portuguesa)

"O lado bom do Acordo", Fernando Venâncio, 2018-08-21.
 

ILC contra o Acordo Ortográfico.

"Sociedade Portuguesa de Autores não adopta o novo acordo ortográfico perante as posições do Brasil e de Angola sobre a matéria", 2013-01-09.

Os argumentos anti-Acordo Ortográfico rebatidos ponto por ponto.

Novos argumentos a favor do Acordo Ortográfico.

A Academia Galega da Língua Portuguesa adapta-se ao Novo Acordo Ortográfico.
 

Acordo ortográfico: um puzzle de oito cabeças, dissertação de mestrado de Eliana Palma, 2010.
 

Opinião de Vasco Graça Moura sobre o Novo Acordo Ortográfico.
 

Resolução n.º 23/2014, de 17 de março - Acompanhamento da aplicação do Acordo Ortográfico em Portugal.


Reforçada a aplicação comum do Acordo Ortográfico pelos países lusófonos, maio 2014.

 

Quando a política linguística sai à rua: análise de um fórum de discussão acerca do acordo ortográfico.

 

"Adversários do Acordo Ortográfico reclamam referendo", Luís Miguel Queirós, Público, 2015-04-20.

 

Comunidade de tradutores contra o Acordo Ortográfico.

 

Chrónica de Carnaval, Frederico Lourenço, 2016-02-09.

 

"O abastardamento da língua segundo Pacheco Pereira", Maria Helena Mira Mateus, 2016-02-17.